O BERÇO DA VIRGEM
(José de Anchieta)

Que novo luzeiro palpita na abóbada estrelada?
Que novo esplendor aclara as regiões da aurora?
Que novo fogo relampeia nas profundezas do céu?
Que nova chama cintila de insólito fulgor?
Que nova luz derrama seus raios pelo mundo em trevas?
Que nova luz nascente ofusca os olhos meus?

Alegra-te, ó Joaquim,
Essa tua filha, um dia, Mãe de Deus
Te tornará o maior de todos os avós!

Rejubila, ó Ana!
Tua filha, guardando intata a virgindade,
Te dará por neto o próprio Deus!

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01 janeiro 2013

Santa Maria, Mãe de Deus

 
MARIA, NOSSA ESPERANÇA
 
Há uma frase, escrita em muros, em carros, e distribuída em folhetins, com estes dizeres: “Cristo, nossa única esperança”. Nada mais certo e verdadeiro porque nenhum outro nome foi dado aos homens para alcançar a Salvação: temos um só mediador entre nós e o Pai. Cristo Jesus, nosso mediador, entrou para junto do Pai, merecendo a Salvação para todos que nele crerem. Falando em linguagem teológica: a Redenção e a Vida eterna foram conquistadas, para nós, por Jesus, pela sua Vida, Paixão e Ressurreição. 
 
Mas a Redenção copiosa e abundante de Cristo só chega até nós por meio de canais Estes canais, embora não sejam a fonte da salvação, são necessários para nós. Eles abrem para nós a possibilidade de recebermos a graça de Deus. É fácil de entender: uma cidade ou casa pode ter um reservatório imenso e cheio de água, mas se não houver o encanamento, a água não chega até nós.
 
Deus quis usar as mediações humanas para chegar até nos. Por isso, escolheu Maria Santíssima para Mãe de seu Filho, feito homem. Sem Maria não haveria a encarnação do Verbo. Sem a encarnação do Verbo não se realizaria a Palavra da Salvação de Deus, que quis Salvar, por meio de um homem, a humanidade que pecara também por meio de outro homem: Adão. Veja o que diz São Paulo: “A morte veio através de um homem-Adão, assim também vem a Ressurreição por um homem-Cristo”.
 
Invocando Maria Santíssima como “Esperança nossa”, não estamos diminuindo em nada a glória de Jesus. O que queremos dizer é que sendo Maria a Mãe do Salvador, que lhe obedeceu durante sua vida nesta Terra, nós confiamos e esperamos que Maria interceda por nós, junto ao seu filho. Pelo fato de Ela ser Misericordiosa e Bondosa, colocamos em seu coração a esperança de sermos atendidos e salvos por seu Filho Jesus.
 
Maria, Vida, doçura e esperança nossa!
 
Pe. Ângelo Licati
 
 
*
 
Ilustração: Do site “BREVIÁRIO”

01 dezembro 2012

As mãos de Maria

AS MÃOS QUE DESATAM NOSSOS NÓS:

As mãos são, juntamente com a face, as únicas partes do corpo que normalmente não estão escondidas pelas roupas porque é nelas que se manifesta a pessoa humana, sua identidade, absolutamente única (veja as impressões digitais) e é através delas que nós entramos em contato uns com os outros.

A nudez do corpo focaliza a atenção não sobre a pessoa, mas sobre as características anônimas da espécie. Veja, por exemplo, as publicidades a nossa volta, que hoje são cada vez mais eróticas e agressivas. Elas mostram e focalizam, mais do que tudo, as formas do corpo; o que existe de atraente num corpo é que conta, porque não há vínculo algum com a interioridade, com verdadeira identidade do ser humano que está ali.

Cada posição da mão e dos dedos exprime uma atitude interior, põe em evidência algo particular, como se vê nas artes rítmicas (dança, teatro) e nas artes plásticas (pintura, escultura).

Olhemos agora a nossa liturgia cristã. E os ícones! As mãos dizem tudo: oração, ensinamentos, benção, autoridade, submissão, pacificação, suplica, unção… É extraordinário observamos, de modo particular, que em todas as manifestações da Virgem Maria, as suas mãos representam um papel primordial na sua mensagem: é manifestada, é mostrada através das mãos de nossa Mãe, o que o céu nos quer falar. Enfim, está colocada nas mãos de Maria Santíssima a essência de toda sua manifestação para com os seus filhos tão amados!

NOSSA MÃE IMACULADA TEM AS MÃOS ABAIXADAS:

Observe Nossa Senhora ao lado, (foto do mosaico da Anunciação da Basílica de Notre Dame de La Garde – Marseille). Nossa Mãe Imaculada tem as mãos abaixadas, palmas abertas, dedos estendidos: é o gesto da oferta da amizade, do auxilio, do derramamento de graças. Por isso seu nome é Nossa Senhora das Graças. Assim disse Santa Catarina de Labourré ao vê-la em uma das suas aparições:

“A Senhora tinha os dedos cobertos de anéis e pedrarias preciosas, de indizível beleza, dos quais se desprendiam raios luminosos para todos os lados, envolvendo a Virgem de extraordinário esplendor”.

E Maria lhe disse: “Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem!”

Nossa Senhora das Graças, em sua aparição tinha as mãos abertas, estendidas sobre seu povo. Aí se inicia a manifestação do seu amor de Mãe. Os dedos abertos, numa atitude de derramamento abundante, estavam cobertos de anéis, provavelmente postos por seu próprio Filho, porque Ela é a Rainha do Paraíso, rica em misericórdia, rica como ninguém em virtudes, poderosa medianeira junto a Jesus. Desses anéis saiam extraordinários raios de luz, as graças oferecidas por Ela àqueles que lhe pedem.

 
 
AS MÃOS DA VIRGEM NOS FALAM:
Observemos também a simetria, o equilíbrio das duas mãos sobre a imagem na medalha: cada um tem sua posição própria. A mão direita é a mão de benção, da misericórdia. A mão esquerda, a mão do vigor, da justiça. E das duas se completam.
As mãos da Virgem Maria nos falam da sua maravilhosa mediação maternal: uma união perfeita, sobrenatural, da atividade e da receptividade, do poder e da obediência.
Ela é verdadeiramente a “toda poderosa suplicante” (Grignion de Montfort). Nada nos vem do céu sem passar por suas mãos. Ela é a medianeira de todas as graças e gostaria muito de o ser também daqueles que nós não lhe pedimos porque “parece muito”. Ela é também aquela que nos toma pela mão, Mãe em todos os momentos de nossa vida.

AS MÃOS DE MARIA PORTA DO CÉU:
Observe agora as Mãos de Maria Porta do Céu, neste ícone ao lado. Com o braço e mão esquerda (lado da força e do vigor), ela sustenta o Vitorioso, Jesus, aquele que tudo venceu e vencerá por amor a cada um de nós. Assim ela revela a seu povo quem pode nos dar a vitória em nossas batalhas. A sua mão direita, porém, mostra algo de extraordinário.
Ela aponta o Salvador para todos os seus filhos e tem umas características toda especial: seus dedos são anormalmente longos, revelando assim que sua misericórdia por nós ao tem fim.
Ah! As mãos de minha Mãe Celeste! Quanto me querem falar e dar, como desejam me embalar e sustentar.
 
AS MÃOS DE NOSSA SENHORA DESATADORA DE NÓS:
Agora contemple as Mãos de Nossa Senhora Desatadora dos Nós! O que estarão elas querendo dizer a você? Imagine-se, neste momento, chegando de repente e encontrando sua Mãe assim. Não há dúvida de que ela está trabalhando… E põe nisso toda a sua atenção. Mais que sua atenção Ela põe seu coração. Com os olhos voltados para ação de suas Mãos, esboçando um leve sorriso, ela parece lhe dizer: “Deixe-me desatar o seu nó, Eu sei como fazê-lo. Confia em Mim, meu filho!”
E suas Mãos não param porque se poder intercessor por você também não para, pelo contrario, se agiganta cada vez que você se aproxima ainda mais dela.
E neste trabalho correm os anjos para estar junto a sua Rainha e por ser do agrado do Pai, o Espírito Santo vem e participa!
Por esta razão, enxugue as suas lágrimas. È tempo de Esperança! Corra até Ela! Volte hoje seus olhos para as mãos de sua Mãe Nossa Senhora Desatadora dos Nós, porque está posta sobre elas o que o céu lhe quer falar ao coração hoje e conceder em sua vida, o que você necessita. Vivemos uma era Mariana e você não pode deixar passar esta graça!
CONFIE NAS MÃOS DE MARIA:
ALEGRE-SE!
Maria vem para que você, confie em suas Mãos o que parece impossível ter solução, as amarguras da sua vida, o que lhe faz tão infeliz, o seu nó. É nas Mãos de Maria que os nós se dissolvem, porque caem no mar da sua misericórdia!
“Deixa-me desatar o nó da tua vida.”  
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Texto escrito por: Dra. Suzel Frem Bourgerie
Transcrito do site ”NOSSA SENHORA DESATADORADOS NÓS

01 novembro 2012

Luz e Vida

MARIA, NOSSA LUZ
 
O tema da “Luz” perpassa toda revelação bíblica. O gesto poderoso do Criador, separando a luz das trevas, introduziu a Vida no mundo. Desde então, a luz e as trevas vão se alternando nos dias e nas noites do tempo criado por Deus.
 
Não havia ainda o antagonismo da luta entre a luz e as trevas. Tudo  era bom e querido por Deus Criador. Mas houve o acidente fatal – o pecado – que colocou a oposição entre Deus – Vida – e o pecado – trevas e morte. O protagonista desta ação, que se transformou em tragédia, foi o próprio homem, e assim ele se transformou em objeto desta luta: sua sorte futura se definirá ou pela luz que iluminou ou sua existência, ou pelas trevas que ocultaram seu ser, sua dignidade.
 
Assim, ele deverá escolher: se prefere ser um cidadão da Luz-Vida, ou um fracassado, envolto nas trevas da morte. A grande questão para nós, os humanos, se resume nisto: ou somos iluminados pela Luz e participamos da Vida, ou somos envolvidos pelas trevas da morte.
 
Jesus garante aos que o seguem um final feliz. “Eu sou a Luz do mundo. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).
 
E Jesus aponta, também, um caminho cheio de luz: “Eu vim ao mundo como Luz, para que, todo aquele que acredita em mim, não fique nas trevas” (Jo 12,46). E o mesmo Jesus exige de seus seguidores: “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14). E insiste ainda mais: “Procurem caminhar enquanto vocês têm a Luz, para que as trevas não alcancem vocês. Quem caminha nas trevas, não sabe para onde está indo” (Jo 12,35). A vida cristã, portanto, se resume em caminhar iluminados pela Luz de Cristo: Mas esta caminhada é cheia de imprevistos, perigos e enganos. Muitas vezes somos pegos de surpresa, e não sabemos o que fazer. Há sempre o perigo de perder o caminho, ou mesmo de desanimar. Por isso, pedir ajuda a alguém que conhece o caminho, ou que já passou por essas dificuldades, é uma atitude prudente e sensata.
 
Não há dúvida que Maria foi a criatura que mais de perto conheceu e seguiu Jesus. A ordem do Mestre era clara: “Vocês são a luz do mundo... que a luz de vocês brilhe diante dos homens, para que eles vejam as boas obras que vocês fazem, e louvem o Pai de vocês, que está no céu” (Mt 5,14.16). Este mandamento vale para todos os que se dizem discípulos e seguidores de Jesus.
 
De maneira muito mais plena e completa, vale para Maria, a mais fiel discípula e seguidora de Jesus. Portanto, quando cantamos “Nas angústias e receios, sede, ó Mãe, a nossa luz”, estamos pedindo que o exemplo de Maria, que também passou por muitas, muitíssimas angústias e temores, ilumine nossa mente e oriente o nosso agir, para acertar o caminho, tomando uma decisão sábia e prudente, e que o seu exemplo nos conforte e sustente nessas horas difíceis.
 
Rezamos também na novena “Em Maria, tudo se refere a Cristo, e tudo depende dele”. A luz e a força que esperamos, é a Luz e a força divina refletidas no espelho imaculado da alma de Maria. Ela superou todos os obstáculos, afastou todos os temores e angústias porque estava intimamente unida a seu filho. Esta comunhão já indica para nós o caminho para vencer nossas angústias e temores. Maria guardava todos os acontecimentos da vida de Jesus, meditando sobre eles, em seu coração.
 
Sim, podemos rezar e cantar, cheios de confiança “Nas angústias e receios, sede, ó Mãe, a nossa luz!”
 
PE. ÂNGELO LICATI, C.ss.R.
Missionário Redentorista
 
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Texto e ilustração:

01 outubro 2012

Imaculado Coração de Maria – a virtude da sabedoria em Nossa Senhora, Sua inteligência e Sua vontade. 

O coração é o símbolo da alma da pessoa. Simboliza também as cogitações de sua mente.
 
Agora, Nossa Senhora foi concebida sem pecado original. Ela é imaculada porque nunca pecou. Portanto, suas cogitações, ou seja, seu Coração é Imaculado, porque tudo aquilo que procede de uma pessoa imaculada é sem mácula.

Dizer que o Coração de Maria é Imaculado, marca uma diferença abismática entre Ela e as demais pessoas! É que nós somos concebidos no pecado original.
 
Por causa disso, por mais que subamos na vida espiritual, mesmo assim será preciso estar combatendo e vencendo esses impulsos maus até o fim da vida, porque sempre teremos impulsos maus. Impulsos dos quais não teríamos culpa precisamente porque lhes negaríamos toda e qualquer adesão de nossa vontade, e os detestaríamos.
 
Um exemplo temos com Santo Afonso Maria de Ligório: Bispo, Doutor da Igreja, fundador de uma Ordem religiosa, a Congregação dos Redentoristas. Ele sofria tão tremendas tentações contra a pureza, até depois de idoso. Com mais de oitenta anos, caminhando em cadeira de rodas, ainda as tentações contra a pureza constituía uma verdadeira dificuldade para ele. Embora fosse castíssimo, ele tinha o impulso da impureza.

Com Nossa Senhora nada disso acontecia. Nela nenhum impulso era mau. Todos os impulsos eram conformes à razão, e todos movimentos da razão eram inspirados pela graça. De maneira que n’Ela tudo era harmônico, tudo era perfeito, e tudo estava continuamente voltado para o bem.
 
Quando falamos do Imaculado Coração de Maria queremos caracterizar este fato de uma pureza tal que, com relação a qualquer virtude, Ela não tinha o menor pendor para o mal. Ela nunca teve o menor pendor e a menor inclinação para o mal.
 
Agora, o que vem a ser a sapiencialidade do Coração de Maria?
 
Coração Sapiencial é o Coração cheio de sabedoria. Sapientia, em latim, se traduz para o português como sabedoria. Mas o que vem a ser propriamente a sabedoria? E porque o Imaculado Coração de Maria é um Coração Sapiencial? O que quer dizer Coração Sapiencial?
 
A virtude da sabedoria é aquela virtude que nos faz ver as coisas pelos seus aspectos mais elevados. Por causa disso também nos faz ver as coisas a partir de uma maravilhosa unidade. E quanto mais nós vamos analisando o universo pelos seus aspectos elevados, tanto mais as nossas considerações vão se ajuntando umas às outras, umas às outras, até atingir o ponto extremo, que é Deus, Ser absoluto, infinito, perfeito, eterno, que jamais poderá sofrer nenhuma alteração, que se basta perfeitamente a Si mesmo, e que é o Criador, o Modelo e o fim de todas as coisas.

A consideração de todas as coisas enquanto representando a Deus e enquanto feitas para servirem a Deus, esta concepção das coisas por onde elas são vistas pelo seu mais alto aspecto – quer dizer, pelo seu aspecto deiforme, porque o mais alto aspecto de qualquer coisa é o por onde essa coisa mais se parece com Deus Nosso Senhor – esta consideração faz com que a mente tenha uma unidade admirável, uma coerência extraordinária, nada de contradição, nada de dilaceração, nada de hesitação. Mas tenha certeza, fé, convicção, coerência, firmeza, desde os mais altos princípios até as menores coisas.
 
Esta é a fisionomia moral da pessoa verdadeiramente católica: coerente em tudo, porque tudo nela provém das mais altas cogitações do espírito. Quer dizer, das cogitações que se ancoram em Deus Nosso Senhor.
 
A sabedoria enquanto virtude da inteligência é isto. E enquanto virtude da vontade ela é uma disposição firme da vontade de seguir o que a inteligência entende e nos mostra. Portanto, a sabedoria enquanto virtude da vontade é o fazermos, inabalavelmente e firmemente, aquilo que é o nosso dever. 

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Transcrito do site ASSOCIAÇÃO DEVOTOS DE FÁTIMA
Gravura: Coeur Immaculé de Marie

01 setembro 2012

"Legio Mariae"

N. S. das Mercês
23 de setembro
A LEGIÃO DE MARIA

Breve histórico

A "Legião de Maria" é uma associação de Católicos leigos, fundada em Dublin - Irlanda, no dia 07 de setembro de 1921 por Frank Duff, juntamente com um grupo de senhoras e o padre Michael Toher. Sob o comando de Maria Imaculada Medianeira de Todas as Graças, constitui-se a Legião num exército de batalha contra o mal que existe no mundo. Os legionários fazem o propósito de adquirir e nutrir profunda humildade, obediência, doçura angélica, aplicação à mortificação, oração, paciência, amor corajoso a Deus e aos irmãos, procurando espelhar-se nas excelsas virtudes de Nossa Senhora. A catequese, pregação do Evangelho, visita e assistência espiritual aos enfermos, visitas às famílias, idosos e pessoas marginalizadas são alguns dos campos de atuação dos membros da Legião de Maria.

A Associação fundada em 1921, possuía o título de "Nossa Senhora da Misericórdia". À medida que iam sendo criados novos grupos, cada qual recebia uma denominação diferente, sempre com um título de Nossa Senhora, que era a inspiração do movimento. Foi só em novembro de 1925, porém, que Frank Duff estabeleceu o título geral de "Legião de Maria", para designar todos estes grupos distintos, subordinados à Associação de Nossa Senhora da Misericórdia. Retrocedendo dois mil anos, ele transportou para a sua Legião de Maria, a estrutura da organização do exército romano. Mar-cou o início de uma batalha divina contra a propagação do poder do mal sobre a Terra, dentro do espírito próprio de Maria Santíssima.

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O FUNDADOR DA LEGIÃO DE MARIA

Em 07 de setembro de 1921

Frank Duff nasceu em Dublin - Irlanda, no dia 07 de junho de 1889. Foi o primogênito dos sete filhos que tiveram seus pais, John Duff e Susan Letitia Freehill. Freqüentou a Escola Belvedere, dos Jesuítas e depois o Colégio Blackrock, dos Padres do Espírito Santo, onde revelou-se ótimo estudante e desportista, atingindo altas notas em todos os cursos. Ele conquistou o cobiçado primeiro prêmio de língua gaélica, disputado em Blackrock.

Senso de disciplina, viva inteligência e humor calmo, marcaram Duff como um homem de futuro promissor. Após sua graduação, em 1907, assim como o pai, abraçou o serviço público. Embora absorvido pelo trabalho, praticava a Religião devotamente. Participava da Missa regularmente, visitava diariamente o Santíssimo Sacramento e rezava o Rosário. Aos 25 anos, sentiu forte desejo de compartilhar sua fé com os outros. Foi nessa ocasião que um colega de trabalho o apresentou à Sociedade São Vicente de Paulo, uma sociedade de católicos leigos fundada por Frederico Ozanam, em 1833, sendo composta por diversas unidades distintas, denominadas "Conferências". Ingressou na Conferência de Nossa Senhora do Monte Carmelo, onde iniciou visitando os habitantes dos cortiços de Dublin. Em menos de um ano, já era Secretário até assumir, quatro anos depois, a presidência da Conferência de São Patrício, em Mira House - Dublin.

O esforço agressivo e secular dos protestantes para arrebanhar os irlandeses, tornou-se infeliz na Dublin de Frank Duff. Aqueles militantes, estabeleceram centros de proselitismo nas favelas, onde forneciam refeição aos pobres, nas manhãs de domingo. Em troca de comida e bebida, deveriam participar do culto dos crentes.

Sob a liderança de Joe Gabett, Frank e algumas mulheres organizaram uma cozinha num estábulo abandonado, próximo daquele estabelecimento. Frank andava, para cima e para baixo em frente àquela instituição e induzia a fila de famintos, a ir à cantina de Gabett, onde poderiam fazer a refeição com paz e dignidade.

Como presidente da Conferência de São Patrício, em 1918, Frank realizava reuniões em Myra House, na Paróquia de São Nicolau de Myra. A casa funcionava como um centro social católico, no coração do bairro mais antigo de Dublin. As mulheres ajudavam os Vicentinos, servindo os cafés às crianças pobres nas manhãs de domingo. Mais tarde, as senhoras se juntaram a alguns Vicentinos, e o grupo se reunia nas tardes de domingo para oração e discussão de temas religiosos. A linha acolhida para pôr em prática a devoção à Nossa Senhora foi o “Pequeno Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Sob o título de Associação de Nossa Senhora da Misericórdia, no dia 07 de setembro de 1921, foi lançada a semente da Legião de Maria. Padre Michael Toher, Vigário de São Nicolau, Frank Duff e quinze moças, reuniram-se em Myra House para definir as diretrizes do grupo e projetos futuros. Uma das moças cobriu a mesa com uma toalha branca, colocando sobre ela a imagem da Imaculada Conceição, com dois vasos de flores e duas velas acesas. Sob inspiração divina, Padre Toher falou brevemente. Cada participante aceitou a incumbência particular de visitas aos pacientes pobres do Hospital da União, que ficava próximo, exatamente como os Vicentinos já faziam aos pacientes masculinos. Prontificaram-se a reunirem-se na semana seguinte para relatarem os resultados. Nesse dia, elegeram a Sra. Elizabeth Kirwan, faxineira de um escritório em Dublin e a mais velha do grupo, como presidente da Associação de Nossa Senhora da Misericórdia. Foi este encontro que marcou a semente e o modelo de centenas de milhares, mesmo milhões de outras reuniões, realizadas em cada continente nas seis décadas seguintes.

Em novembro de 1925, a Associação de Nossa Senhora da Misericórdia tinha estabelecido cinco ou seis grupos em Dublin. Os líderes de cada equipe continuavam se reunindo em Myra House. As mulheres denominavam cada novo grupo com um título da Virgem Santíssima. “A inspiração do movimento era Nossa Senhora”, relembrava Frank Duff. “Então, enquanto cada grupo particular tinha um título da Mãe Santíssima, estávamos procurando um título geral que abrangesse o Movimento total”. Frank recordava que, na noite anterior ao encontro que determinou o novo título, ele estava trabalhando até tarde. “Era bem depois da meia-noite, e eu estava pensando em ir para a cama. Em meu gabinete, estava um belo quadro de Nossa Senhora. Fiquei em frente a ele, olhando-o, e em minha mente, veio a expressão: “Legião de Maria”. Quando a reunião começou, no dia seguinte, ele sugeriu a adoção daquele título. “Para minha consternação”, disse, “o grupo rejeitou”. Finalmente, os delegados, incapazes de encontrar título mais adequado, unanimemente aceitaram o “LEGIÃO DE MARIA” de Frank.

O Termo “Legião” abriu novos horizontes na mente do fundador. Grande admirador das Legiões militares romanas, desde o tempo do Colégio Brackrock, via a Legião de Maria como um exército destinado a estabelecer o Reino de Deus no mundo inteiro. O Exército de Maria usaria a “espada do Espírito”, a Palavra de Deus, para substituir as armas brutais dos soldados romanos.

“Os legionários esperam tornar-se merecedores de Sua excelsa Rainha”, lê-se no manual da Legião, composto, mais tarde, por Frank, “por sua lealdade, suas virtudes, sua coragem”. A Legião é organizada segundo o modelo de um exército, especialmente daquele da antiga Roma, cuja nomenclatura adotou (isto é, o sistema de nomes para descrever a estrutura organizacional da Legião). Pouco depois de a Legião ter iniciado, Frank falou ao pequeno grupo que o Movimento era destinado a cobrir o mundo. “Eles riram de mim”, lembrava-se.

Em 1927, a Legião abriu uma casa para os homens sem lar, na rua Brunswick e chamou-a “Estrela da Manhã”. Este novo trabalho começou a atrair mais homens para as fileiras legionárias. Em abril de 1928, Frank estabeleceu o primeiro Praesidium (célula grupo inicial) da Legião, no além mar, em Glasgow, na Escócia. Pouco depois se instalavam novos em Londres e em Paris. Em novembro de 1931, um grupo de mineiros se reuniam em Raton, Novo México, para iniciar a primeira fundação na América. No ano seguinte, os índios Cowychan do Canadá, fundaram o primeiro Praesidium em sua terra.

Em 1932, o clero e os leigos católicos de todo o mundo se reuniram em Dublin, a fim de participar do Congresso Eucarístico Internacional.

No período inicial, o movimento era visto com reservas até mesmo por setores do clero, e Frank Duff encontrou muitas resistências, apesar da constante expansão do Movimento mariano. Os superiores Jesuítas Irlandeses, desencorajaram seus padres a servirem de diretores espirituais da Legião. Apesar disso Frank nutria um profundo respeito pelos Inacianos, além de saber discernir os limites existentes entre o apostolado leigo e o clero. Os contratempos entre ele e a Igreja de Dublin era um fator que correspondia ao clima da época. A Ordem hierárquica de então, não favorecia muito as iniciativas leigas. Contudo, não tratava-se de um círculo eclesiástico fechado. Se o fosse, Frank não poderia ter feito nenhum progresso. Tanto é assim que, em 1947, já quinhentos e cinqüenta bispos, em todo o mundo, já tinham aceito a Legião em suas dioceses.

A Legião teve seus mártires. Na China, o Movimento espalhou-se como fogo em floresta, depois da Segunda Guerra Mundial. Somente em Shangai, mil Praesidia floresciam. Depois da invasão comunista, a Legião sofreu amarga perseguição. Os comunistas declararam que a estrutura da Legião era quase idêntica à estrutura deles. Os vermelhos declararam-na facista, reacionária, uma recrutadora de proprietários capitalistas, bêbados e prostitutas. Como não bastasse, o governo comunista considerou a Legião como agente do governo americano. Apesar da perseguição, a Legião contribuiu, de maneira considerável, para o fracasso da Associação Patriótica dos Católicos Chineses, ganhando adesão de muitos católicos romanos na China. A Legião pagou seu preço: três mil Legionários foram condenados à morte.

Após dois anos do início das atividades do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI convidou Frank Duff para participar como observador Leigo. “O grande ausente” chegou e tomou o seu lugar, naquele setembro de 1965, entre os delegados e observadores do Concílio Vaticano II. Ao notar a presença do “grande ausente”, o Cardeal Heenan, da Grã-Betanha, interrompeu seu discurso para comunicar aos dois mil e quinhentos patriarcas, cardeais, bispos, abades e superiores de ordens religiosas que Frank Duff, o gênio dirigente da Legião de Maria, se tornara finalmente um participante do Concílio. O Cardeal Leo Suenens, da Bélgica, relembrava que os delegados do Concílio cumprimentaram Duff “com uma calorosa e emocionante ovação. Foi um momento inesquecível”. Muitos haviam questionado porque Duff,líder de um dos maiores e mais efetivos movimentos leigos da Igreja, não fora convidado, junto com outros observadores leigos, em 1963. O modesto Duff, tranqüilamente sentado, aceitou a honra concedida, não para si, mas para centenas de apóstolos leigos que ele representava. O aplauso foi duramente conquistado – bem como cada êxito que havia experimentado.

Depois do Concílio Vaticano II, Frank reagiu vigorosamente às tentativas de alguns elementos da Igreja, que tentaram rebaixar o papel de Maria no esforço missionário. Muitos apontaram o Concílio Vaticano II como iniciador dessa tendência. “O Concílio Vaticano II elevou, para novas alturas, a relação de Maria na Igreja”, declara ele em “A Mulher no Gênesis”, uma série de ensaios escritos depois do Concílio. Citando o oitavo capítulo da Constituição da Igreja(Lumem Gentium) que explica integralmente o papel de Maria, ele escreveu: “Maria é inseparável da Igreja. Você não pode eliminá-La e, ao mesmo tempo, deixar a Igreja intacta. Cessaria de ser Igreja Católica”.

Em maio de 1978, o Papa João Paulo II convidou-o para uma visita pessoal ao Vaticano. Participando da Santa Missa do Pontífice, em seu apartamento, tomou café com ele depois. Ao partir, levava a certeza de que a Legião tinha o apoio, sem limites, do Santo Padre. Nesta época, a saúde de Frank Duff estava comprometida e declinava rapidamente.

Sozinho, na “Casa de Montfort”, passava seu tempo em estudo e orações, mas sempre mantendo contato com as instituições beneficentes, bem como os escritórios centrais da Legião, ali perto. No dia 07 de setembro de 1980, ele disse à legionária Nellie Jessup, que não iria almoçar na “Regina Coeli”, como de costume, mas estaria ali, para o chá das cinco. Não apareceu. A senhora Nellie foi à “Casa de Montfort” e encontrou o grande e valoroso lutador em sua cama, braços cruzados, olhos abertos, fixando a estátua do Sagrado Coração, na parede. Frank Duff, a quem muitos haviam descrito como “um dos grandes católicos do século XX”, tinha ido receber seu prêmio na Eternidade.

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Transcrito do site “PÁGINA ORIENTE”

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ILUSTRAÇÃO: Do blog "CANÇÃO NOVA"

01 agosto 2012

Projeto de Deus

FELIZ COM MARIA

A mãe de Jesus é proclamada mãe de Deus. A base da fé cristã se dá em Jesus, por Ele não ser apenas um homem e sim também Deus. O filho que Maria gerou é pessoa divina. Ela acompanhou seu filho até a ressurreição. Por Ele ter ido ao céu, Maria também o acompanhou em seguida, sendo levada à eternidade na glória do Filho. Celebramos essa realidade da subida de Maria, viva em corpo e alma, para junto de Deus. Nós a proclamamos feliz, porque, de fato, ela cumpriu a missão que lhe foi confiada, apesar de seu sofrimento, vendo a injustiça humana perseguidora de Jesus. Mas, assim como Ele triunfou sobre tudo, sua felicidade foi imensa com essa vitória.

Maria, simples criatura de Deus, foi escolhida como modelo de isenção de pecado e de abertura total à ação do Criador. Ela bem lembra à prima Isabel a grandiosidade de Deus, que olhou para ela, simples serva obediente e humilde. Seu reconhecimento da bondade do Senhor é estímulo para também desenvolvermos nossa docilidade e adesão ao projeto de Deus a nosso respeito. Se todos ouvissem a Deus como Maria, teríamos pessoas mais felizes e convivência humana mais saudável. Jesus reconhece todas as pessoas que realizam o projeto de Deus como sua mãe. “Felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 28).

Já na preparação à vinda do Salvador, o povo hebreu, a caminho da terra prometida, levava a arca da aliança pelo deserto afora. Era o sinal da presença de Deus, o amparo e protetor do povo contra todas as adversidades da caminhada. O povo confiava no seu Senhor para atingir o objetivo de sua luta para fugir da escravidão e conquistar a liberdade. Com Jesus, a libertação se reveste da amplitude existencial. O objetivo da caminhada de seguimento a Ele vai até a eternidade. Mesmo nas adversidades o sacrifício é meritório e redundante em prêmio, tem em vista a cidade permanente. O ser humano quer revestir-se de imortalidade.

A felicidade transitória nada é em comparação com a imorredoura. A meta da realização humana plena só é atingida totalmente com a visão face a face do esplendor de Deus. O filho de Maria veio nos garantir tal finalidade. Maria foi a primeira a assumir essa causa trazida por Jesus. Torna-se verdadeira discípula e assume a missão de apresentar o filho para termos a vida unida à dele. A felicidade de Maria também pode acontecer em todos os que se tornam verdadeiros discípulos do Divino Mestre. Com Ele alcançamos a vitória sobre a morte, conforme diz Paulo. “Graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória pelo Senhor Nosso, Jesus Cristo” (1 Cor 15, 57).

Para entendermos a missão de Maria e sua glorificação é preciso colocarmos fé no projeto de Deus. Ele visa o bem humano, com a valorização de sua caminhada terrestre, através da implantação da justiça e da convivência fraterna de todos, mas tendo o objetivo da conquista do Reino eterno. Não fosse isso, não perceberíamos a ação de Deus em Maria, fazendo dela um exemplo de fidelidade a Deus. Ela fez da sua felicidade a realização do projeto de Deus. Nós também somente conquistamos a felicidade autêntica imitando-a na realização desse projeto.

Dom José Alberto Moura 

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Transcrito do site CATEQUESE CATÓLICA

02 julho 2012

Devoção mariana



Quando começou a devoção mariana?



A resposta é imediata e segura: a devoção à Maria Santíssima começou com o próprio cristianismo.

Observemos os fatos. Entremos na Casa de Nazaré, a casa das nossas origens e das nossas primeiras memórias. Eis o que encontramos: o Anjo São Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Deus te salve, cheia de graça, o Senhor é contigo!” (Lc 1, 28).

Com estas palavras, que vêm do Céu, começa a devoção mariana. Quem pode negar a evidência deste fato? E quando Maria, única conhecedora do anúncio do Anjo, se apresenta à Santa Isabel, depois da longa viagem da Galileia até a Judeia, acontece outro fato singular. Santa Isabel ouve a saudação e percebe que o menino ‘salta’ de alegria no seio, enquanto o Espírito Santo lhe inspira palavras de rara beleza e profundo significado: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde a mim esta dita que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? Porque logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino exultou de alegria no meu ventre. E bem-aventurada tu, que creste, porque se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas.” (Lc 1, 42-45). É a segunda expressão de devoção mariana registrada no Evangelho.

Vamos até a narração do Natal. O Evangelho de São Lucas refere: “E depois que os anjos se retiraram deles para o céu, os pastores diziam entre si: vamos até Belém, e vejamos o que é que lá sucedeu, e o que é que o Senhor nos manifestou. E foram com grande pressa; e encontraram Maria e José, e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16).

Imaginemos que os pastores, após terem ajoelhado diante do Menino, a seguir tenham lançado um olhar à Mãe e tenham sussurrado alguma palavra. É legítimo pensar que os pastores tenham exclamado: “Feliz és tu, Mãe deste Menino?!” Era uma expressão de devoção mariana.

Passemos ao evangelista São Mateus, que narra a chegada dos Reis Magos em Belém e usa estas palavras textuais: “Eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Vendo novamente a estrela, ficaram possuídos de grandíssima alegria. E, entrando na casa, encontraram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram”. (Mt 2, 9-11).

Podemos, sem muito esforço, imaginar a grande emoção dos Reis Magos, os quais, após uma longa e aventurosa viagem, tiveram a alegria de ver o Menino tão esperado e desejado! Não nos afastamos da verdade dos fatos, se imaginarmos também que eles, depois da adoração do Menino, tenham olhado para a Santíssima Virgem e lhe dirigido palavras de admiração. Também esta é devoção mariana, percebida nas entrelinhas do Evangelho!

Nas bodas de Caná. Conhecemos toda a encantadora história da festa das bodas, na qual Maria Santíssima intervém, ao mesmo tempo com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o exato suceder-se dos fatos certamente aproximaram-se de Maria Imaculada e disseram: “Jesus escutou-te! Fala-lhe de nós e pede uma bênção para as nossas famílias!”. Também estas eram autênticas flores de devoção mariana. E os noivos não retomariam com Maria o discurso das bodas e da água transformada em vinho? Certamente teriam dito à Virgem Mãe: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!”

Assim começou a devoção mariana. E continuou nos séculos, sem interrupção.

A verdade histórica é: Maria Santíssima, a partir das palavras empenhadas, pronunciadas pelo Arcanjo São Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração.

E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Nosso Senhor Jesus Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria Santíssima para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora da Sagrada Escritura, mas totalmente dentro dela.

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Ilustração e texto copiados do site